Firmeza na <i>Fidar</i> mudou até a GNR
Na quarta-feira, a GNR foi chamada para expulsar os trabalhadores da Fidar das instalações da empresa, que ocupavam para impedir a delapidação de património. A vigília de protesto manteve-se, do lado de fora da fábrica. Anteontem, o tribunal atendeu um requerimento dos trabalhadores e determinou que a GNR assegurasse a preservação dos bens da empresa.
A Fiação Fidar, em Gondar, concelho de Guimarães, encerrou a laboração no início de Agosto. Cento e cinquenta trabalhadores ficaram sem emprego e cerca de cem decidiram manter uma vigília, no interior da empresa, desde essa altura. A intervenção da GNR, ao início da noite de terça-feira, dia 20, ocorreu a pedido da administração, relatando a agência Lusa que, segundo um agente daquela força policial, os trabalhadores saíram sem qualquer incidente e decidiram permanecer do lado de fora dos portões.
Um pedido de insolvência, apresentado pelos trabalhadores associados do Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes, da CGTP-IN, já tinha sido aceite pelo Tribunal de Guimarães.
Desde anteontem, as instalações estão a ser guardadas pela GNR, por ordem do Tribunal de Guimarães, que atendeu um requerimento dos trabalhadores no sentido de que fossem tomadas medidas cautelares de defesa do património da empresa, noticiou o Guimarães Digital, citando o coordenador do sindicato. O jornal online lembra que «tudo começou com a passagem dos trabalhadores, há um ano, da Incotex para a Fidar», acrescentando que «só o edifício não foi transferido... e agora, sabe-se, foi vendido em prejuízo da massa falida».
PCP solidário
A actuação da GNR, no dia 20, foi condenada pela comissão concelhia de Guimarães do PCP, que repudiou igualmente a intervenção do governo civil de Braga neste processo, pois não só terá ordenado que a Guarda atendesse o pedido da administração, como permitiu que a intervenção fosse então feita «com todo o aparato visível nas imediações da empresa». Na nota que a concelhia divulgou dia 21, afirma-se que, «se houve crime, o autor é a administração», que não tratou do despedimento colectivo segundo as exigências legais e recusa pagar aos trabalhadores o que lhes é devido.
O PCP, manifestando a sua solidariedade para com os trabalhadores em luta, adiantou que vai averiguar, no Parlamento Europeu e junto do Governo, se a Fidar/Incotex recebeu subsídios e se terá respeitado eventuais compromissos, tal como vai questionar o ministro da Administração Interna acerca da intervenção policial para retirar os trabalhadores da sua empresa.
A responsabilidade por situações como esta é imputada pelos comunistas à política de direita dos sucessivos governos do PS, do PSD e do CDS, que conduziu à acumulação de «graves problemas estruturais no Vale do Ave, verdadeiras bombas económicas e sociais». Com o actual Governo, este quadro tem-se agravado, afirma a concelhia do Partido.
A Fiação Fidar, em Gondar, concelho de Guimarães, encerrou a laboração no início de Agosto. Cento e cinquenta trabalhadores ficaram sem emprego e cerca de cem decidiram manter uma vigília, no interior da empresa, desde essa altura. A intervenção da GNR, ao início da noite de terça-feira, dia 20, ocorreu a pedido da administração, relatando a agência Lusa que, segundo um agente daquela força policial, os trabalhadores saíram sem qualquer incidente e decidiram permanecer do lado de fora dos portões.
Um pedido de insolvência, apresentado pelos trabalhadores associados do Sindicato Têxtil do Minho e Trás-os-Montes, da CGTP-IN, já tinha sido aceite pelo Tribunal de Guimarães.
Desde anteontem, as instalações estão a ser guardadas pela GNR, por ordem do Tribunal de Guimarães, que atendeu um requerimento dos trabalhadores no sentido de que fossem tomadas medidas cautelares de defesa do património da empresa, noticiou o Guimarães Digital, citando o coordenador do sindicato. O jornal online lembra que «tudo começou com a passagem dos trabalhadores, há um ano, da Incotex para a Fidar», acrescentando que «só o edifício não foi transferido... e agora, sabe-se, foi vendido em prejuízo da massa falida».
PCP solidário
A actuação da GNR, no dia 20, foi condenada pela comissão concelhia de Guimarães do PCP, que repudiou igualmente a intervenção do governo civil de Braga neste processo, pois não só terá ordenado que a Guarda atendesse o pedido da administração, como permitiu que a intervenção fosse então feita «com todo o aparato visível nas imediações da empresa». Na nota que a concelhia divulgou dia 21, afirma-se que, «se houve crime, o autor é a administração», que não tratou do despedimento colectivo segundo as exigências legais e recusa pagar aos trabalhadores o que lhes é devido.
O PCP, manifestando a sua solidariedade para com os trabalhadores em luta, adiantou que vai averiguar, no Parlamento Europeu e junto do Governo, se a Fidar/Incotex recebeu subsídios e se terá respeitado eventuais compromissos, tal como vai questionar o ministro da Administração Interna acerca da intervenção policial para retirar os trabalhadores da sua empresa.
A responsabilidade por situações como esta é imputada pelos comunistas à política de direita dos sucessivos governos do PS, do PSD e do CDS, que conduziu à acumulação de «graves problemas estruturais no Vale do Ave, verdadeiras bombas económicas e sociais». Com o actual Governo, este quadro tem-se agravado, afirma a concelhia do Partido.